Tolerância zero? Que nada!

1.2.07

Crise econômica ameaça os E.U.A

Colocarei aqui uma matéria que li no sítio da Revista Carta Capital, sobre a instabilidade econômica que abala os E.U.A.

As exportações brasileiras, só aos Estados Unidos, correspondem a 18% do total. Uma crise nos E.U.A poderia complicar também o cenário econômino brasileiro.


  • A Locomotiva do Poder pode parar
por Márcia Pinheiro

Cresce o risco de um novo ciclo recessivo instalar-se nos Estados Unidos

Dos 11,4 trilhões de dólares do Produto Interno Bruto (PIB) americano, nada menos que 8,1 trilhões de dólares são gerados pelo consumo das famílias. Essa megaconcentração da economia dos Estados Unidos na mão dos consumidores é capaz de gerar movimentos ciclotímicos, da euforia à depressão. A má notícia é que, após quatro anos consecutivos de crescimento expressivo, a locomotiva global dá sinais de cansaço.

Os blogs de economistas internacionais de renome estão a ferver, com alertas sobre a iminência de uma recessão, em razão do eventual estouro da bolha imobiliária americana. Na quarta-feira 23, a Associação Nacional de Corretores de Imóveis divulgou que a revenda de moradias caiu 4,1% em julho, ante junho, um porcentual acima do que os analistas estimavam. E um mau presságio.

...

Leia a matéria na íntegra

De acordo com o republicano Paul Craig Roberts, os E.U.A poderão tornar-se um país de terceiro mundo em 20 anos. Será possível isto acontecer?
Não podemos deixar de levar em consideração o fato de a economia da China estar crescendo num ritmo aceleradíssimo e seus produtos levando vantagem na concorrência com os produtos norte-americanos.
É possível que, com esse crescimento, a China torne-se a nova potência econômica no mundo.

2 Comments:

  • Olá



    Penso que as palavras do senador republicano são apenas retórica não baseada em fatos, provavelmente com intenções político ideológicas. Não há qualquer possibilidade de terceiro mundialização dos EUA em vista do que podemos conhecer hoje sobre a economia mundial.

    O país possui uma renda per capita de mais de 43 mil dólares, a segunda maior do mundo (perde apenas para Luxemburgo, que não conta muito dado sua natureza de paraíso fiscal e sua exiguidade territorial e demográfica), igualada apenas pela Noruega. Outros países desenvolvidos na Europa Ocidental, tais como a França e o Reino Unido, possuem renda per capita no mínimo quarenta por cento menor do que a norte americana.

    Toda a economia mundial depende do consumo norte americano, e por isto mesmo uma recessão lá afeta a todos nós. Isto significa dizer que os outros países crescem puxados pelos próprios EUA, e isto vale também para a China.

    A hegemonia dos USA pode, evidentemente, acabar algum dia. Mas nada há que nos leve a crer que eles serão substituídos por outro pais qualquer. O fim da hegemonia norte americana, se ocorrer neste século - e não temos certeza alguma disto -, não é sinônimo de início da hegemonia chinesa, por exemplo.

    A China possui uma economia cinco vezes menor do que a dos EUA, com gargalos imensos para seu crescimento, uma grande defasagem tecnológica, e apoiada no mercado americano - e não em seu próprio mercado interno, que ainda é muito pequeno. Nas análises mais otimistas para seu futuro, mantido o ritmo de expansão atual, seu PIB alcançaria o norte americano entre 2040 e 2050.

    Mas isto é apenas um chute, calculado apenas em cima de uma série de especulações. Pode ocorrer de o crescimento chinês minguar e simplesmente estagnar daqui há dez anos. Previsões econômicas para períodos tão longos pecam por sua completa falta de precisão.


    Abrações

    By Blogger O Eu, at 5:46 PM  

  • Olá caro André Luiz.

    Concordo parcialmente com você quando fala que previsões econômicas para períodos tão longos pecam por sua completa falta de precisão.
    Ela possue sim uma certa precisão, mas como todo empreendimento a longo prazo, possue seus defeitos.


    Quando o republicano Paul Craig Roberts disse que os E.U.A poderiam tornar-se um país de terceiro mundo, também não coloquei fé no que ele relatou.
    Como você mesmo disse, a renda per capita dos E.U.A é altíssima. E concordo.

    Para a China poder chegar a níveis econômicos equivalentes ao dos E.U.A, teria que reduzir a dependência da tecnologia americana (ou até mesmo eliminar, que neste caso já julgo quase impossível). Este já seria um primeiro passo.

    No meu ponto de vista, as elevadas taxas de crescimento econômico da China desde o período pós-reformas implementadas a partir de final dos anos 70, e, hoje em dia, com uma média de crescimento econômico de 9% ao ano, têm sido sustentadas por uma conjunção de fatores domésticos, como por exemplo,inflação baixa, estabilidade cambial, investimento em capital fixo e humano; e externos, como fluxo de IDE (Investimento Direto Estrangeiro), elevadas taxas de crescimento das exportações, baixo nível de endividamento externo, aumento no grau de abertura comercial e financeira.
    Supondo que a China consiga manter esse padrão de crescimento, creio que possa ser tão grande quanto os E.U.A e até chegar a ser a potência econômica mundial. Mas é claro, a longíssimo prazo.

    Mas veja, é uma suposição. Pois como você mesmo disse, e tenho que concordar, previsões econômicas a longo prazo tendem a falhar. Mas não são completamente imprecisas.

    Abraços.

    By Blogger Pérsio, at 11:37 AM  

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